Para o norte!

Janeiro 5, 2008

Barco by ~nisaza

É engraçado como o meu sorriso anda removente. Efêmero; Como o colorido do entusiasmo se instala e se desfaz num minuto,escorre ligeiro,feito corpo de água.E esse vai-e-vem, balançar do meu barquinho…me deixa meio tonta. Perdida em alto mar.É a memória que vira e mexe por aqui forte vem ventar. Leva o meu norte, a direção de mim. Me faz retroceder pra eu não chegar.Pra eu não ver o que existe além-mar.Entendi que não posso ir contra ela, mas ao meu favor.Há os dias em que me gosto,me namoro; O peito infla da satisfação de ser-quem-sou.Há os dias também em que mando-me embora com ardor.Nada de superfícies refletoras!Nada de deparar-me comigo!Tolice…Como se na falta de espelhos eu não pudesse me enxergar..Na calmaria ou não,desprovida de sorrisos ou não,para o norte é que eu continuo a remar.

Delicate blossom.

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4 Comments Add your own

  • 1. keka  |  Janeiro 8, 2008 at 10:18 pm

    engraçado.. de um dias pra cá o mar me tem sido uma parada obrigatória.
    os textos que leio são sobre o mar, as paixões e as idéias.

    ah, tenho medo dele.
    e sou cais.

    Responder
  • 2. Si  |  Janeiro 9, 2008 at 2:33 pm

    Oi…
    Achei no seu blog nos comentários do Entrelinhas.

    Lindo demais seus ditos, moça.
    Volatei mais vezes.

    Beijos e flores.

    Responder
  • 3. Si  |  Janeiro 9, 2008 at 2:34 pm

    Ops… Voltarei. hehehe

    Responder
  • 4. Fanny  |  Janeiro 12, 2008 at 4:00 am

    “Sei quanto vale um sorriso, um telefonema no dia, um colo, uma massagem, um cheiro, uma aliança, um passeio de mão dadas, um desejo de futuro.Sei quanto vale uma atenção especial,quanto vale a fidelidade, a dedicação, a convivência.até que ponto um abraço, um cartão, uma declaração de amor vale?.Sei que todas as delícias sofridas de se viver junto valem mais que a segurança e a liberdade egoísta da solidão.
    De mim para o meu amor q vc conhece”

    Ta na hora da borboleta sai do casulo e saber
    o quanto tudo isso vale =D
    te amo minha prima! =*

    Responder

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Florescência

Se do mesmo modo que pode-se abrir o peito: pele, músculos e ossos, até o vermelho e nú coração arquejante, pudesses abrir meu ser: sonhos e medos, até a alma nua e palpitante, encontrarias um lugar escuro e úmido, com cheiro de terra molhada pela chuva. Ali, na terra fértil de minha alma chão lançou o semeador sementes de sonhos que brotaram rompendo a superfície da pele. Delicados botões que estão quase a florir, na ponta de retorcidos galhos de hera, pois já espia colorida a primavera, por sobre o ombro castanho do inverno. ♥ Lenise Marques

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