O que justifica deixar de se gostar?

Fevereiro 11, 2008

Vendo e ouvindo certas coisas,as vezes me pergunto sozinha: O que leva alguém a gostar tão pouco de si,e tão absurdamente do outro,a ponto de passar por cima , como um trator,esmagando o que sente,o que quer,e o que pensa?
Engolem o orgulho e o amor-próprio como quem engole uma bala…será que nunca se engasgam?
Talvez sim, mas longe dos olhos do objeto-de-desejo,do ser tão adorado. E o engasgo deve ser bem mais feroz.
Faz parte sim, engolir o orgulho.É preciso ceder as vezes,concordo.Muitas vezes até. MAS SEMPREE???
Ou por vezes colocá-lo pra fora,mostrar de verdade a sua cara,mas engolí-lo de volta?? AH NÃO!
Eu não conseguiria..me seria indigesto demais. Ou se engole de uma vez,ou se deixa fora! (é,as vezes prefiro os extremos.)
Me indigna ainda mais,ver essas pessoas achando tudo isso muito normal. Fico simplesmente louca,
quando vejo nítidamente,um sempre dominando o outro, dando as cartas num relacionameto.Uma das partes, sempre tendo que engolir essas “balas” sabor amor-próprio.
Devem ser bem azedas no começo. Depois,estúpidamente amargas.
Mas há quem nem sinta mais o gosto…
E eu me pergunto, porque, como e quando se chega a um estagio de dormência-de-ego?
E será que depois de dormente,nunca mais se pode despertá-lo?
Paixão,amor,loucura? o que justifica deixar de se gostar?
Eu não sei. E até prefiro ser uma ignorante neste assunto.
Quero ainda gostar de mim,pelo menos…hum…
pelos próximos ointenta anos.

.delicateblossom.

Entry Filed under: Florescência. .

2 Comments Add your own

  • 1. fanny  |  Fevereiro 11, 2008 at 2:09 am

    AIN… =( entendi o recado =*
    meu cofre de segredos q sempre
    armazena as minhas angustias, tristezas
    e alegrias =]
    sempre amiga, companheira, irmã
    confidente amo-te.

    Responder
  • 2. keka  |  Fevereiro 15, 2008 at 1:22 am

    ai, ai…deixe de ser orgulhosa e seja feliz.
    mas corte fora o que machuca, beibe!

    .

    Responder

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Florescência

Se do mesmo modo que pode-se abrir o peito: pele, músculos e ossos, até o vermelho e nú coração arquejante, pudesses abrir meu ser: sonhos e medos, até a alma nua e palpitante, encontrarias um lugar escuro e úmido, com cheiro de terra molhada pela chuva. Ali, na terra fértil de minha alma chão lançou o semeador sementes de sonhos que brotaram rompendo a superfície da pele. Delicados botões que estão quase a florir, na ponta de retorcidos galhos de hera, pois já espia colorida a primavera, por sobre o ombro castanho do inverno. ♥ Lenise Marques

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