Archive for Março, 2008

É você.


É por você que perco a cabeça, a hora,as palavras,as chaves de casa! A tua mão que desejo segurar, por entre essas ruas, em qualquer lugar!Do teu nome é que não esqueço e que contrariada, vivo a pronunciar.Pela tua presença, meu corpo reclama,reclama e… reclama!É a doce e amarga lembrança, do teu rosto que me vem visitar.Mal-educada ela vem!Sem eu chamar. Por ti, é que precocemente, mordo os lábios de ciúmes…E isso por que?! se os teus,nem-nunca foram meus!Por ti é que as minhas tão banais certezas se confundem;lampejos de desejos vêm!Evaporam feito perfume…permanecendo o cheiro;afiado na pele. Contigo sonho, nessas desventuradas madrugadas; mas também a qualquer hora acordada. São nos teus olhos que bem de perto quero me enxergar a tua boca beijar no teu sorriso o meu deitar; recostada no teu peito todos os meus segredos e medos contar!Por ti é que o meu coração dispara, e a respiração se faz apressada!

[procurando o ar]…

É. Pensando em ti, e no nós que não existe, que me entristeço e que, contraditoriamente também sou feliz.

-E você ainda vem dizer, que não sinto nada.

~Blossom~

Add comment Março 30, 2008

Pertencer


“Mesmo minhas alegrias, como são solitárias às vezes. E uma alegria solitária pode se tornar patética. É como ficar com um presente todo embrulhado com papel enfeitado de presente nas mãos – e não ter a quem dizer: tome, é seu, abra-o! Não querendo me ver em situações patéticas e, por uma espécie de contenção, evitando o tom de tragédia, então raramente embrulho com papel de presente os meus sentimentos.”


“Mais que um instante, quero o seu fluxo.”

Clarice Lispector

1 comment Março 15, 2008


Florescência

Se do mesmo modo que pode-se abrir o peito: pele, músculos e ossos, até o vermelho e nú coração arquejante, pudesses abrir meu ser: sonhos e medos, até a alma nua e palpitante, encontrarias um lugar escuro e úmido, com cheiro de terra molhada pela chuva. Ali, na terra fértil de minha alma chão lançou o semeador sementes de sonhos que brotaram rompendo a superfície da pele. Delicados botões que estão quase a florir, na ponta de retorcidos galhos de hera, pois já espia colorida a primavera, por sobre o ombro castanho do inverno. ♥ Lenise Marques

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