Archive for Abril, 2008

do meu estar.

Eu não sei até onde vai a minha solidez,essa minha consistência. Por enquanto me desfaço,me derramo longe dos teus olhos. Até quando eu não sei. Sinto que a qualquer hora me descobrirás no meu verdadeiro estado: saturada,amontoada,densa,fervilhante,liquefeita,matéria bruta esperando ser modificada. Ávida por um sopro,cheia dos sonhos; de toda noite rezar baixinho pra você amanhecer, chegar e dizer que tá chato,ruim, quem sabe até insuportável andar sozinho sem mim?tá…admito, quanto egoísmo!pois é tudo que desejo ouvir, mas é tudo também que não ouso falar. Amontoada estou de esperas; Densa,quando me sinto muito,daqui um minuto tão pouco pra você. Saturada de quases, dos “quem sabe”…quando,será?de porquês. Fervilhante toda vez que descubro te querer.Morna,quase fria,à tua frente quando finjo te esquecer; liquefeita ao ver teu sorriso dançando tão bonito longe do meu. Supor vc brincar com o meu coração nas mãos, achando tão legal tão normal me gasta;me consome. Acho que é só cansaço, de só saber o teu nome.De ter que te ver,te poupar do meu intento,do meu autêntico pensamento. Cansada de escrever pra abrandar,e acabar tumultuando mais o confuso. De guardar lugar,colo,coração,canção; pra quem esqueceu de chegar. Sentir a saudade bater,até arder;me maltratar.

Sentir que fomos feitos e somos desfeitos um pelo outro,cansa além de tudo. E muito.

delicateblossom’

Add comment Abril 30, 2008

Muito pouco.

Às vezes o que preciso mesmo é de um telefonema gratuito,
de trocar banalidades,risos,zelo mútuo.
De quem me cante,conte absurdos;só pra eu rir e desacreditar.
De quem quebre o meu silêncio sem medo,
mesmo avistando a placa de letras grandes que diz: CUIDADO FRÁGIL .
Quando assim estou,inundada…
enxergando-me menor do que sou,
penso que preciso de muito
mas preciso é de muito pouco.
De chamego próprio, se de quem eu quero nunca está.
Do meu travesseiro manso que se deixa molhar;
até eu pegar no sono ou até ele me pegar.
De um balanço…
da rede vermelha, que me admiti toda e me obriga a descansar.
Da musica que não concorde com as minhas dores,que não reforçe
as suas cores.
As vezes eu só preciso de um banho demorado;
de me olhar no espelho,prender o cabelo;
de me contar e lembrar, o quanto sou sim.
A.pai.xo.ná.vel.

~Blossom~

Add comment Abril 20, 2008

Até quando?

Sim,

Definitivamente

não.

É mais.

Muito mais, do que o coração,

o meu,

consegue levar.

Fatigado ele está;

de à toa bater,

bater;

só o silêncio ensurdecedor responder.

Se vc, não tem mesmo nada a me dizer,

diga.

Eu preciso só te saber.

Nada anda.

Exceto o tempo, que nunca pára.

Enquanto isso, esperas de mim,

espero por ti.

E vamos esperando.

Até quando

esperaremos a felicidadenosbeijar?

Delicate.

Add comment Abril 5, 2008


Florescência

Se do mesmo modo que pode-se abrir o peito: pele, músculos e ossos, até o vermelho e nú coração arquejante, pudesses abrir meu ser: sonhos e medos, até a alma nua e palpitante, encontrarias um lugar escuro e úmido, com cheiro de terra molhada pela chuva. Ali, na terra fértil de minha alma chão lançou o semeador sementes de sonhos que brotaram rompendo a superfície da pele. Delicados botões que estão quase a florir, na ponta de retorcidos galhos de hera, pois já espia colorida a primavera, por sobre o ombro castanho do inverno. ♥ Lenise Marques

No meu jardim~*

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