Archive for Maio, 2008

Amanhã.

Eu não me deixo deixar de crêr que daqui a pouco o escuro clareia,a tristeza metamorfoseia-se,bate asas,vaivoavira contente borboleta! E eu permaneço sendo,nunca mais a mesma.

O otimismo agora,aflora,rebenta do peito;por enquanto?que seja. Que seja do hoje o que é do hoje,e do amanhã,o que ainda será. Aquele medo de tudo hoje não está. Foi dar voltas por ai…espero mesmo que perca-se e não saiba voltar aqui, pra mim. Porque nunca sei, como não deixá-lo entrar.

-E essa brincadeira de rimar,me deu foi vontade de bem muito amar,me aventurar,cantar,dançar no mar,no sorriso dum menino acolá deitar;conjugar tudo que é verbo bonito que termina com ar. Melhor:que me tire o ar!

Bom também isso de se sentir “feliz sei lá”. Essa falta de obrigação por motivos tão aparentes, tão fantásticos. No fundo a gente sabe que não precisa de muito.

‘Blossommmm’

=)

Add comment Maio 25, 2008

-Devia mesmo.

Ultimamente tenho me sentido muito; pequena,excessiva, quebradiça,vacilante.
Já não sei como manter-me calma em meio a esse vaivém de ventos
e sentimentos. Como disciplinar essa dor que à cada noite torna-se mais insolente; chega prepotente;deita,não dorme. É quando não sei mais o que pensar,o que fazer,o que dizer…
o que querer,o que sentir!talvez o certo seja escrever, que não sei como não pensar, como não fazer,
como não dizer,como não querer,como não sentir. Sinto-me e devo mesmo estar desencaminhada,perdida,fracionada,falida!
tentando inutilmente não afundar;apoiando-me em ilusões já submersas,
naufragadas,fugidas. Não consigo avistar caminhos que me levem a ficar bem agora.
Decido regressar e deixar sentimentos já crescidos,tão bonitos,pra trás. Experimento sozinha,depois, todo o prejuízo que isso me traz.
Prejuízo de quem conta mentiras a si mesmo,de quem nega sentir desejo…e espera inutilmente acreditar-se.
As vezes me passa,que deveria não deixar passar. Parar!dizer! não necessariamente com a boca,
mas com os olhos,com um abraço,um toque,uma respiração mais forte!
que está sendo penoso incumbir ao coração,a tarefa de deslembrar; que se apaixonou por um sorriso.
E omitir isso,é negligenciar o que sinto.
Mas não.
Agora,só me permito vir,não mais ir.
Vou oferecendo as costas,a quem desejo oferecer o mundo;inocentemente acredito assim,
também estar abandonando o que sinto;mesmo sabendo que sentimento
não se abandona, como uma bagagem no meio da estrada;
que muito pesa,e que se pode escolher levar ou não pra casa. Não posso.
Por que sentimentos,simplesmente, ficam do lado de dentro da gente.
São reais,porém não-palpáveis. Impossíveis,Improváveis; de tirar,puxar,separar com força!
Constatar isso,é como constatar o irremediável;o incurável.
Ter de levá-lo pra casa todos os dias, aqui dentro comigo,me pesa,me dói. Ter que não querer, absurdamente muito mais dói;me arde a valer,aos montes me corrói.

Delicate blossom

“devia ser proibido
estar do lado de cá”

Alice ruiz.


Add comment Maio 21, 2008

Espera.

Foto:by ~en-aveugle

-E quanto tempo será que ainda demora pro amor chegar?
-Será que vem vindo?
-Ou terá se perdido pelo caminho?
Já sei que não devo,o tempo,tanto e tão alto contar;o amor escuta e faz pirraça;
se esconde,faz graça.
Ele espera só que a gente,de repente, se distraia;aí nos abraça.
Quem,como,onde,quando,porque?
descobri que as vezes,certas coisas, a gente não precisa saber;
que o evidente é chato e não espanta ninguém.
E o que seria dessa vida, sem as bonitas e disformes surpresas?
o que somos nós, se nunca desconcertados?
se nunca banhados,por uma chuvinha travessa?
Tô aprendendo,que pra tudo existe um tempo.É quando penso;
que posso até já saber o nome do meu amor,ter nos olhos decorada a sua forma de andar, de gesticular; seu jeito ímpar de sorrir.
Eu não sei,quem é que sabe, se já tantas vezes o vi?
Isso realmente não importa. Na hora marcada,irremediavelmente,iremos nos reconhecer.
Certeza eu tenho que, contradizendo a lei da matemática,somaremos os dois, um dia,um ser.

•Amor,
os braços estão abertos
quando me quiser abraçar;
Se chegas,digo sorrindo,
seja bem-vindo
pode entrar •

Blossom

Add comment Maio 9, 2008

Ainda.

Pode ser enganoestranhoou estranho enganopode ser tantomas escutoo cheirome falanão me diz quemmas que você éque é vocêpor quem eu espereie esperoalguémque me cheire a pαιχãσeu quero•senti-locom todos os meus sentidossem dedossem exceçãocomo uma criança impacienteaindaespero

Delicaτeblossom

Add comment Maio 7, 2008


Florescência

Se do mesmo modo que pode-se abrir o peito: pele, músculos e ossos, até o vermelho e nú coração arquejante, pudesses abrir meu ser: sonhos e medos, até a alma nua e palpitante, encontrarias um lugar escuro e úmido, com cheiro de terra molhada pela chuva. Ali, na terra fértil de minha alma chão lançou o semeador sementes de sonhos que brotaram rompendo a superfície da pele. Delicados botões que estão quase a florir, na ponta de retorcidos galhos de hera, pois já espia colorida a primavera, por sobre o ombro castanho do inverno. ♥ Lenise Marques

No meu jardim~*

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