dos medos-desejos e das impossibilidades.

Junho 17, 2008

Deixa eu te dizer que tenho tido medo muito do acaso, de alguém que chegue mais perto,sorrateiro me roube todos os beijos que com esmero guardo pra ti.
Tenho medo da idéia, do que fica no ar, das portas abertas,do vazio que deixas aqui.
Do passar igual dos dias,
da minha ansiedade por ser feliz,
dos convites convenientes pra sair .
Eu não quero querer outros olhos, outras mãos, outros vícios;
manias malucas,extravagâncias que não as tuas!
É difícil permanecer quieta querendo! mas eu permaneço; nem tão quieta assim. É visível se você quiser ver.
É tão difícil quanto pedir ao coração sossego quando você passa; quando fala, e tudo quanto é coisa que você faça! ele não me dá ouvidos. Talvez pq não os tenha, não sei.
Difícil como distrair os meus olhos, para que não te notem.
Ao corpo, que á minha ordem, obedeça:
-Hei, não estremeça!
É querer que me sobre ar, se você está perto.É não me virar do avesso ao perceber no teu jeito, que você me quer. Será?
Tudo muito improvável. Não, não.
Sem exageros e medos, troco o improvável pelo impossível.

Tentei esquecer que ele virou a minha quase única inspiração pra escrever;isso sem falar da minha cabeça. Aqui estou eu,como se pode ler,mais uma vez. ^^

Delicate.

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Florescência

Se do mesmo modo que pode-se abrir o peito: pele, músculos e ossos, até o vermelho e nú coração arquejante, pudesses abrir meu ser: sonhos e medos, até a alma nua e palpitante, encontrarias um lugar escuro e úmido, com cheiro de terra molhada pela chuva. Ali, na terra fértil de minha alma chão lançou o semeador sementes de sonhos que brotaram rompendo a superfície da pele. Delicados botões que estão quase a florir, na ponta de retorcidos galhos de hera, pois já espia colorida a primavera, por sobre o ombro castanho do inverno. ♥ Lenise Marques

No meu jardim~*

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