stop.

Junho 17, 2008

foto:by ~Silvery-Lily

Ó coração! pq não páras?sim! é isso mesmo! pq não páras?
de cantar essa canção desafinada,repetida?de ficar pelos cantos,dentro de mim,sonhando só.
Pára de bater essa paixão sempre colorida!
Você não enxerga,mas daqui de fora eu posso ver e sentir que não há tantas cores assim.
Vai,engole já esse choro que eu não sei te consolar! vê se pára de cobrar explicação a quem não sabe às vezes, nem ao menos onde está.Pára de querer me fazer crer que contos de fadas existem!Eu quero fotos e fatos! Você não me deixa sair do imaginário!
Pára!eu tô cansada!de ouvir você em vão bater na porta da ilusão.Não há ninguém aí entendeu?
pára de conversar com a esperança,as vezes ela não sabe o que diz.Nem o que espera.
Não vê que assim,sentados,bem acomodados,não estamos bem?
pára de pulsar assim desse jeito,feito menino,como quem pede faminto aquele doce sorriso.
Você tem medo de quebrar-se que eu sei;então não peça
que eu te coloque em mãos alheias. ou peça,mas me deixe fazer.
não me peça pra fazer o que eu já queria ter feito e ao mesmo tempo,de medo,me ate as mãos.
falando os dois,na mesma hora,nunca nos escutaremos,nem nos faremos escutar.
Ou te calas ou me deixas falar e fazer o que tu doido queres,mas não pode.

Sou eu a tua tradutora,a tua intéprete.Eu,unicamente eu. Não me tire o meu papel,a minha voz.

ENTENDEU?Então,estamos combinados? [...] bem que nessas horas você podia me ajudar, falar,dizer que sim.

.
.
.

Tô precisando trocar o disco,o ritmo,sabe como é? Chega de passinhos comedidos,modestos e tímidos. Quero rodar,rodar,rodar,até ficar perfeitamente tonta!sentir enfim o meu mundo girar,falta de equilíbrio. Ouvir enfim os meus quase extintos instintos.

Delicate blossom

“Não tem mistério, não
É só teu coração
Que não te deixa amar.”

tá bom/los hermanos.

Entry Filed under: Florescência, impulsos,apetites,ânsias,anseios.. .

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Florescência

Se do mesmo modo que pode-se abrir o peito: pele, músculos e ossos, até o vermelho e nú coração arquejante, pudesses abrir meu ser: sonhos e medos, até a alma nua e palpitante, encontrarias um lugar escuro e úmido, com cheiro de terra molhada pela chuva. Ali, na terra fértil de minha alma chão lançou o semeador sementes de sonhos que brotaram rompendo a superfície da pele. Delicados botões que estão quase a florir, na ponta de retorcidos galhos de hera, pois já espia colorida a primavera, por sobre o ombro castanho do inverno. ♥ Lenise Marques

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