Amanhecida.

Agosto 18, 2008

Eu  resolvi querer mais pra mim e menos garganta presa e coração atravessado.
 Enxergar em dia claro o azul,e numa nuvem,a beleza que é as vezes chover.
Resolvi me permitir ser alegre,desfitar a minha felicidade dos ombros de.
Sabe,estreito demais isso de passar os dias achando que a felicidade tá num certo gesto alí,num determinado abraço aculá,num sorriso só, num só olhar.
 Nããã,demarcado demais pra quem quer deitar fora das bordas!
 Eu quero é mergulhar, mas agora em mim,que posso ser funda e doce e salgada,em mim que sou clara e se quiser turva,também equivocada .
 Resolvi não me desperdiçar tanto,eu que também sou rara.
Não que eu tenha amanhecido a pessoa mais egoísta desse mundo,não.
Mas amanheci simplesmente,única e inteira, e especial demais pra lamentar não ser pra alguém.

Entry Filed under: Florescência. .

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Florescência

Se do mesmo modo que pode-se abrir o peito: pele, músculos e ossos, até o vermelho e nú coração arquejante, pudesses abrir meu ser: sonhos e medos, até a alma nua e palpitante, encontrarias um lugar escuro e úmido, com cheiro de terra molhada pela chuva. Ali, na terra fértil de minha alma chão lançou o semeador sementes de sonhos que brotaram rompendo a superfície da pele. Delicados botões que estão quase a florir, na ponta de retorcidos galhos de hera, pois já espia colorida a primavera, por sobre o ombro castanho do inverno. ♥ Lenise Marques

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