Archive for Dezembro, 2008
Você passou…
Sinto que passou todas as vezes que você passa e o mundo continua a existir,cheio de possibilidades…
O meu estômago,agora apenas estômago,e não mais um canteiro de borboletas encantadas e doidas.
Sinto que não morro mais de saudades e nem quero matar se você também não sente..
Não,eu não preciso mais que você veja o quanto eu estou bonita hoje,o quando eu cheiro à flor,o quanto a cor daquele batom realça a minha boca pequena.
Não preciso mais das tuas frases ambíguas pra martelar a minha cabeça e me plantar a dúvida no peito.
Eu não preciso mais que você goste,nem que você demore,nem que segure a minha mão,nem que sorrias pro meu dia sorrir…
Às vezes eu nem acredito que passou,e te olho mais uma vez,de-va-gar…achando que é pressa o que não deixa eu me sentir esmagada com a tua presença.
Deixei de te procurar em cada esquina. Incrível como você estava em tudo!ou como eu dava sempre um jeito de te encontrar em tudo..era como se você fosse um borboleta pousada nos meus olhos,me cegando pras outras cores que não fossem as estampadas nas tuas asas…
Sinto que passou…e eu nem vi quando,nem como..vuou?
Posso ser leve agora,sem o peso do mal-querer..posso ir pra casa sem parar no meio do caminho,pesada de chuva que queria chover dos meu olhos e não podia…
Eu posso até ser sincera olhando pra você,e alegre depois que você vai embora!
Posso até escrever esse texto,depois lê-lo em voz alta sem que minha voz se torne rara,engasgada,sem que os meus olhos queiram chorar…melhor que tudo,eu posso gostar de mim outra vez.
Sinto que passou…mas eu só sinto, só.
E sentir é diferente de saber.
•Delicate blossom
1 comment Dezembro 27, 2008
dos riscos.
Não entendia aquela tristeza repentina que rebentava às vezes quase sempre.
Na verdade,sabia sim,fingia era não entender fugindo de algo maior,mais forte,mais fundo.
Vivia na parte rasa da vida molhando a ponta dos pés,colhendo o que as águas rasas conseguem trazer,o que sobra do que fica lá,mais adiante,lá,além,aonde sua vista não alcança,lá,onde pra chegar era preciso molhar-se inteira e abandonar os escudos pra conseguir ser leve…era onde ela não ousava ir nunca.E não arriscar doía tanto às vezes…tanto…que não arriscar já era por si só,arriscado demais.
1 comment Dezembro 15, 2008

