dos riscos.

Dezembro 15, 2008


Não entendia aquela tristeza repentina que rebentava às vezes quase sempre.
Na verdade,sabia sim,fingia era não entender fugindo de algo maior,mais forte,mais fundo.
Vivia na parte rasa da vida molhando a ponta dos pés,colhendo o que as águas rasas conseguem trazer,o que sobra do que fica lá,mais adiante,lá,além,aonde sua vista não alcança,lá,onde pra chegar era preciso molhar-se inteira e abandonar os escudos pra conseguir ser leve…era onde ela não ousava ir nunca.E não arriscar doía tanto às vezes…tanto…que não arriscar já era por si só,arriscado demais.

mar


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1 Comment Add your own

  • 1. Denise  |  Dezembro 16, 2008 at 12:14 pm

    Tão lindoo!

    Dá teu coração pra mim??
    Ele deve ter formato de rosa, que daqui já se sente o cheirinho de flor.

    Responder

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Florescência

Se do mesmo modo que pode-se abrir o peito: pele, músculos e ossos, até o vermelho e nú coração arquejante, pudesses abrir meu ser: sonhos e medos, até a alma nua e palpitante, encontrarias um lugar escuro e úmido, com cheiro de terra molhada pela chuva. Ali, na terra fértil de minha alma chão lançou o semeador sementes de sonhos que brotaram rompendo a superfície da pele. Delicados botões que estão quase a florir, na ponta de retorcidos galhos de hera, pois já espia colorida a primavera, por sobre o ombro castanho do inverno. ♥ Lenise Marques

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