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encontro.

Vem cá. Me da as tuas mãos.Agora deixa-as assim,abertas desse jeito,pronto.
Toma,segura só um pouco o meu coração,sente como pesa,como arde,como teima. Esquece, não fala nada agora, só me olha. Fica tranquilo.Não quero promessas.Não vou pedir que cuides dele,nem que meças palavras e atos para não arranhá-lo.
Só quero que agora,nessa exata hora, o sinta,o conheça,o queira ou não queira. Eu aceito devolução.
Tô sabendo, isso vai me custar um embaraço,um entalo,um branco no meu vocabulário já tão ralo;vou me confundir,as palavras vão fugir mas não as culpo,quando a armadura cair eu sei,também vou querer escapulir,mas olha.
Daqui eu não saiu se não sair, isso que eu não sei o nome,isso que eu sinto que nunca senti.
Empresta-me teus ouvidos,um tantinho do teu sossego? Não precisa chegar tão perto,fica aí mesmo;tua respiração pertuba a minha, e hoje preciso de fôlego,de calma pra te falar dos meus medos,de apertos tão inteiros,de sonhos tão urgentes.
Escuta…espera…eu,eu,eu…te quero! de um jeito que é estranho,que é meu,louco,novo,sincero! Eu gosto disso;me faz sentir ainda mais menina,mais tonta,mais aérea! Ao mesmo tempo que me faz sentir medo,
como criança do escuro e dor que eu pensei ser só de adulto. É gosto e desgosto. Vento nos cabelos e de repente paralisia.
É morder os lábios de desejo bom pensando em ti, e feio me ferir ao perceber que não estás aqui;ao alcançe dos meus dedos,das mãos,dos pés,da boca,da música que eu canto,dos poemas que eu leio.
Eu cansei de dividir meu quarto,minhas gavetas,minhas horas,minhas letras com as dúvidas.Pra falar a verdade,nunca gostei delas,odeio gente espaçosa. Pensando bem,isso de odiar certas coisas é relativo.
Pois pra você,faria cópia da chave do meu ser,da minha casa, e ao te entregá-la,diria:
-Entre,fique à vontade,descubra cada canto e recanto de mim.
Mas não me invada,não me arrombe as portas se as chaves te dei nas mãos.
Desculpe! Às vezes não percebo se tiro os pés do chão.
Eu falava de dúvidas não é? pois bem,como dizia,estou cansada delas. E esse cansaço foi quem me trouxe até aqui.
Estou Cansada de mostrar um sorriso que não é meu,de fingir que não sinto tudo quando você passa,e como quem não quer nada,dá um bom dia.
Cansada de conversas tolas,perguntas soltas,(será que vai chover?e ai?oi,tchau.)Quando o que eu queria é falar dessa imensidão que eu sinto,
e que às vezes duvido,será que me cabe?
Não,agora nao mais. Sentimento cresce sabia?Eu sei,pq foi eu quem lhe deu de comer,quem o vestiu de esperança todo dia,quem por vezes a tirou também.
Por isso vim aqui,dividí-lo,em partes, com os teus ouvidos. Cansada de falar com as paredes, e por certo elas também estão,de me ouvir.
Cansada de enigmas,de querer decifrar as tuas linhas,os teus olhos,a tua contradição. Cansada de crêr em certezas tão certas quanto a certeza da chuva amanhã.
Eu quero a verdade nua e crua,dita pela tua boca e depois constatada nos teus olhos.Eu quero saber dos teus pensamentos,dos teus medos,dos teus desejos,mesmo que eu não esteja entre eles,mesmo que eu não seja um deles. Quero até mesmo saber,quem é outra,que agora ocupa o teu peito.Quero, nem que isso rasgue o meu.
Quero desperdiçar essa estranheza que há entre nós,até que não reste rastro dela.
• Não quero que nos percamos pela segunda vez sem antes nos encontrarmos;mesmo que esse encontro seja hoje,sinônimo, de despedida

Delicate Blossom

2 comments Junho 29, 2008

stop.

foto:by ~Silvery-Lily

Ó coração! pq não páras?sim! é isso mesmo! pq não páras?
de cantar essa canção desafinada,repetida?de ficar pelos cantos,dentro de mim,sonhando só.
Pára de bater essa paixão sempre colorida!
Você não enxerga,mas daqui de fora eu posso ver e sentir que não há tantas cores assim.
Vai,engole já esse choro que eu não sei te consolar! vê se pára de cobrar explicação a quem não sabe às vezes, nem ao menos onde está.Pára de querer me fazer crer que contos de fadas existem!Eu quero fotos e fatos! Você não me deixa sair do imaginário!
Pára!eu tô cansada!de ouvir você em vão bater na porta da ilusão.Não há ninguém aí entendeu?
pára de conversar com a esperança,as vezes ela não sabe o que diz.Nem o que espera.
Não vê que assim,sentados,bem acomodados,não estamos bem?
pára de pulsar assim desse jeito,feito menino,como quem pede faminto aquele doce sorriso.
Você tem medo de quebrar-se que eu sei;então não peça
que eu te coloque em mãos alheias. ou peça,mas me deixe fazer.
não me peça pra fazer o que eu já queria ter feito e ao mesmo tempo,de medo,me ate as mãos.
falando os dois,na mesma hora,nunca nos escutaremos,nem nos faremos escutar.
Ou te calas ou me deixas falar e fazer o que tu doido queres,mas não pode.

Sou eu a tua tradutora,a tua intéprete.Eu,unicamente eu. Não me tire o meu papel,a minha voz.

ENTENDEU?Então,estamos combinados? [...] bem que nessas horas você podia me ajudar, falar,dizer que sim.

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.
.

Tô precisando trocar o disco,o ritmo,sabe como é? Chega de passinhos comedidos,modestos e tímidos. Quero rodar,rodar,rodar,até ficar perfeitamente tonta!sentir enfim o meu mundo girar,falta de equilíbrio. Ouvir enfim os meus quase extintos instintos.

Delicate blossom

“Não tem mistério, não
É só teu coração
Que não te deixa amar.”

tá bom/los hermanos.

Add comment Junho 17, 2008

Amanhã.

Eu não me deixo deixar de crêr que daqui a pouco o escuro clareia,a tristeza metamorfoseia-se,bate asas,vaivoavira contente borboleta! E eu permaneço sendo,nunca mais a mesma.

O otimismo agora,aflora,rebenta do peito;por enquanto?que seja. Que seja do hoje o que é do hoje,e do amanhã,o que ainda será. Aquele medo de tudo hoje não está. Foi dar voltas por ai…espero mesmo que perca-se e não saiba voltar aqui, pra mim. Porque nunca sei, como não deixá-lo entrar.

-E essa brincadeira de rimar,me deu foi vontade de bem muito amar,me aventurar,cantar,dançar no mar,no sorriso dum menino acolá deitar;conjugar tudo que é verbo bonito que termina com ar. Melhor:que me tire o ar!

Bom também isso de se sentir “feliz sei lá”. Essa falta de obrigação por motivos tão aparentes, tão fantásticos. No fundo a gente sabe que não precisa de muito.

‘Blossommmm’

=)

Add comment Maio 25, 2008

Espera.

Foto:by ~en-aveugle

-E quanto tempo será que ainda demora pro amor chegar?
-Será que vem vindo?
-Ou terá se perdido pelo caminho?
Já sei que não devo,o tempo,tanto e tão alto contar;o amor escuta e faz pirraça;
se esconde,faz graça.
Ele espera só que a gente,de repente, se distraia;aí nos abraça.
Quem,como,onde,quando,porque?
descobri que as vezes,certas coisas, a gente não precisa saber;
que o evidente é chato e não espanta ninguém.
E o que seria dessa vida, sem as bonitas e disformes surpresas?
o que somos nós, se nunca desconcertados?
se nunca banhados,por uma chuvinha travessa?
Tô aprendendo,que pra tudo existe um tempo.É quando penso;
que posso até já saber o nome do meu amor,ter nos olhos decorada a sua forma de andar, de gesticular; seu jeito ímpar de sorrir.
Eu não sei,quem é que sabe, se já tantas vezes o vi?
Isso realmente não importa. Na hora marcada,irremediavelmente,iremos nos reconhecer.
Certeza eu tenho que, contradizendo a lei da matemática,somaremos os dois, um dia,um ser.

•Amor,
os braços estão abertos
quando me quiser abraçar;
Se chegas,digo sorrindo,
seja bem-vindo
pode entrar •

Blossom

Add comment Maio 9, 2008

Ainda.

Pode ser enganoestranhoou estranho enganopode ser tantomas escutoo cheirome falanão me diz quemmas que você éque é vocêpor quem eu espereie esperoalguémque me cheire a pαιχãσeu quero•senti-locom todos os meus sentidossem dedossem exceçãocomo uma criança impacienteaindaespero

Delicaτeblossom

Add comment Maio 7, 2008

do meu estar.

Eu não sei até onde vai a minha solidez,essa minha consistência. Por enquanto me desfaço,me derramo longe dos teus olhos. Até quando eu não sei. Sinto que a qualquer hora me descobrirás no meu verdadeiro estado: saturada,amontoada,densa,fervilhante,liquefeita,matéria bruta esperando ser modificada. Ávida por um sopro,cheia dos sonhos; de toda noite rezar baixinho pra você amanhecer, chegar e dizer que tá chato,ruim, quem sabe até insuportável andar sozinho sem mim?tá…admito, quanto egoísmo!pois é tudo que desejo ouvir, mas é tudo também que não ouso falar. Amontoada estou de esperas; Densa,quando me sinto muito,daqui um minuto tão pouco pra você. Saturada de quases, dos “quem sabe”…quando,será?de porquês. Fervilhante toda vez que descubro te querer.Morna,quase fria,à tua frente quando finjo te esquecer; liquefeita ao ver teu sorriso dançando tão bonito longe do meu. Supor vc brincar com o meu coração nas mãos, achando tão legal tão normal me gasta;me consome. Acho que é só cansaço, de só saber o teu nome.De ter que te ver,te poupar do meu intento,do meu autêntico pensamento. Cansada de escrever pra abrandar,e acabar tumultuando mais o confuso. De guardar lugar,colo,coração,canção; pra quem esqueceu de chegar. Sentir a saudade bater,até arder;me maltratar.

Sentir que fomos feitos e somos desfeitos um pelo outro,cansa além de tudo. E muito.

delicateblossom’

Add comment Abril 30, 2008

É você.


É por você que perco a cabeça, a hora,as palavras,as chaves de casa! A tua mão que desejo segurar, por entre essas ruas, em qualquer lugar!Do teu nome é que não esqueço e que contrariada, vivo a pronunciar.Pela tua presença, meu corpo reclama,reclama e… reclama!É a doce e amarga lembrança, do teu rosto que me vem visitar.Mal-educada ela vem!Sem eu chamar. Por ti, é que precocemente, mordo os lábios de ciúmes…E isso por que?! se os teus,nem-nunca foram meus!Por ti é que as minhas tão banais certezas se confundem;lampejos de desejos vêm!Evaporam feito perfume…permanecendo o cheiro;afiado na pele. Contigo sonho, nessas desventuradas madrugadas; mas também a qualquer hora acordada. São nos teus olhos que bem de perto quero me enxergar a tua boca beijar no teu sorriso o meu deitar; recostada no teu peito todos os meus segredos e medos contar!Por ti é que o meu coração dispara, e a respiração se faz apressada!

[procurando o ar]…

É. Pensando em ti, e no nós que não existe, que me entristeço e que, contraditoriamente também sou feliz.

-E você ainda vem dizer, que não sinto nada.

~Blossom~

Add comment Março 30, 2008

Eu sei.

A cabeça dói. Lateja, palpita como o músculo que carrego no peito.
O corpo tolera o quanto pode a essas bruscas variações,que eu não entendo. Ou não quero entender.
Sim, claros momentos de fraqueza,associados a mudanças concretas.
Tô acostumada a ir sempre devagar. Passo a passo, respirar.
Sem a urgência de “segurar”,suspender o tempo… que corre por ai como fugitivo. Não há quem o domine…
O ritmo mudou,virou. E o corpo ainda não compreendeu. Quando vejo, já se foram 24:00 hrs,pra começar tudo de novo. E eu?
Não dá pra dizer: -Ei, espera um pouco Sr.tempo,eu ainda nem fiz o que queria! Ou o que era preciso fazer. Dizer. Ele não aguarda por ninguém.
Eu só queria ficar quieta,e cortejar o céu com toda a calma,como antes. Mas já não se pode. Há prioridades agora.
Correr é o que incomoda. Preciso aprender a respirar mais rápido. A ser sagaz, astuciosa, competente, apta, ágil, rápida!-Se eu quiser ser “alguém”. (Mesmo que eu saiba que já sou.)
A vida chega pra cobrar de todos nós,é verdade.
E eu sei, que é só o começo. Eu sei.

FOTO: by ~Marichispa

Delicate~Blossom

Add comment Fevereiro 18, 2008

Constatação.

Você saiu e ainda não fez o favor de bater a porta com força,como quem diz não voltar nunca mais.
Por que não me deleta da tua agenda?
Esse papel de amigo que ligou pra saber como tudo está,não lhe cai nada bem.
Não digo que você mente,só que não lhe cai bem.
Aliás,me cai pior ainda, depois do: “tchau,foi bom falar com você”.
O que é?
Te incomoda que eu te esqueça?
Que eu não te procure nunca?
Que nos tornemos dois desconhecidos?
Que um dia qualquer meus ouvidos estranhem a tua voz,e que a boca,involuntariamente ao atendê-lo,pergunte…-Quem fala?
Que eu te encontre por essas esquinas,e os meus olhos não reconheçam os teus? -Se é que um dia eles se enxergaram…digo, de verdade. Foram apenas apresentados por nós,e por nós mesmos também afastados. Mas os meus se foram loucos…para olharem pra trás,foram querendo ficar.

-Faça-me um favor…? Não comuniqui-se com nenhum dos meus sentidos.Nenhum!
Pois depois que falam contigo,correm direto ao coração pra contar-de-ti.

É lá é perigoso. Pra mim.

…Odeio o teu papo-furado e as tuas perguntas repetidas.
Odeio também ter que me repetir nas respostas,e as vezes,por descuido nelas me entregar mais-uma-vez.
Odeio ainda tremer,mesmo nos dias quentes,com essa tua voz!
Odeio querer achar segundas intenções nas tuas frases,e odeio mais ainda quando as encontro.
Odeio ter que perder meu tempo depois,tentando juntar o que me disse.Sem razão.
Odeio,odeio!Me sentir refém do que sinto
Você deve saber o reboliço que causa aqui,e faz de propósito.
E que raiva sinto de mim por te escutar!Por querer te escutar!
Entenda,que quero você bem,mas não quero sabê-lo!
AAAAHH se eu pudesse me desligar, te desligar de mim!Como no telefone..

Num clic. Só com a cara e a coragem esquecer.

Tudo isso desassosega-me o juízo.
Começo a lembrar,
enxergar,
escutar,
sentir demais.
Odeio odiar todas essas coisas,e mais ainda não te odiar,
te querer.
Não te possuir.
Odeio essa contradição,que eu entendo.

Odeio,sobretudo,quando pulas fora de mim,e te vejo concreto no papel.
Odeio quando você se torna a minha inspiração pra escrever!

É. Gosto de você.

Ainda.

Constatação.

~DelicateBlossom~

Add comment Fevereiro 2, 2008


Florescência

Se do mesmo modo que pode-se abrir o peito: pele, músculos e ossos, até o vermelho e nú coração arquejante, pudesses abrir meu ser: sonhos e medos, até a alma nua e palpitante, encontrarias um lugar escuro e úmido, com cheiro de terra molhada pela chuva. Ali, na terra fértil de minha alma chão lançou o semeador sementes de sonhos que brotaram rompendo a superfície da pele. Delicados botões que estão quase a florir, na ponta de retorcidos galhos de hera, pois já espia colorida a primavera, por sobre o ombro castanho do inverno. ♥ Lenise Marques

No meu jardim~*

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