Posts filed under 'Não classificado'

Você passou…

Sinto que passou todas as vezes que você passa e o mundo continua a existir,cheio de possibilidades…
O meu estômago,agora apenas estômago,e não mais um canteiro de borboletas encantadas e doidas.
Sinto que não morro mais de saudades e nem quero matar se você também não sente..
Não,eu não preciso mais que você veja o quanto eu estou bonita hoje,o quando eu cheiro à flor,o quanto a cor daquele batom realça a minha boca pequena.
Não preciso mais das tuas frases ambíguas pra martelar a minha cabeça e me plantar a dúvida no peito.
Eu não preciso mais que você goste,nem que você demore,nem que segure a minha mão,nem que sorrias pro meu dia sorrir…
Às vezes eu nem acredito que passou,e te olho mais uma vez,de-va-gar…achando que é pressa o que não deixa eu me sentir esmagada com a tua presença.
Deixei de te procurar em cada esquina. Incrível como você estava em tudo!ou como eu dava sempre um jeito de te encontrar em tudo..era como se você fosse um borboleta pousada nos meus olhos,me cegando pras outras cores que não fossem as estampadas nas tuas asas…
Sinto que passou…e eu nem vi quando,nem como..vuou?
Posso ser leve agora,sem o peso do mal-querer..posso ir pra casa sem parar no meio do caminho,pesada de chuva que queria chover dos meu olhos e não podia…
Eu posso até ser sincera olhando pra você,e alegre depois que você vai embora!
Posso até escrever esse texto,depois lê-lo em voz alta sem que minha voz se torne rara,engasgada,sem que os meus olhos
queiram chorar…melhor que tudo,eu posso gostar de mim outra vez.

Sinto que passou…mas eu só sinto, só.

E sentir é diferente de saber.

iuu

•Delicate blossom

1 comment Dezembro 27, 2008

dos riscos.


Não entendia aquela tristeza repentina que rebentava às vezes quase sempre.
Na verdade,sabia sim,fingia era não entender fugindo de algo maior,mais forte,mais fundo.
Vivia na parte rasa da vida molhando a ponta dos pés,colhendo o que as águas rasas conseguem trazer,o que sobra do que fica lá,mais adiante,lá,além,aonde sua vista não alcança,lá,onde pra chegar era preciso molhar-se inteira e abandonar os escudos pra conseguir ser leve…era onde ela não ousava ir nunca.E não arriscar doía tanto às vezes…tanto…que não arriscar já era por si só,arriscado demais.

mar


1 comment Dezembro 15, 2008

Deixo.

Parece que você sabe a hora certa de incomodar esse sentimento que está cansado e quer partir,que já vai na esquina,que só quer descansar em outro lugar.
Parece que você sabe que quase te esqueço,que quase me convenço,quase venço,quase dou meu coração a quem nele faz carinho.
Parece que você sabe o jeito exato de me fazer voltar,ou parar apenas;
pra te olhar mais uma vez,pra rir das tuas manias só mais um pouco,
pro coração bater de novo,por ligeiros segundos,só pra me lembrar pelo resto do dia que ele é teu.
-Ainda não,você  parece dizer. Ainda não é a hora de deixar de me querer ou
simplesmente deixar de esperar que eu te queira. Fica aí mais um pouco…
deixa eu ver de novo como você esquece dos outros quando eu falo manso com você,deixa eu sentir teu corpo só mais uma vez perdido ao encontrar o meu,deixa eu me confirmar como o cara certo pra você se apaixonar mas não pra se apaixonar por você…
Deixa eu notar de novo os teus olhos vez enquando desviando pra minha boca quando eu converso muito perto.
Deixa eu te mostrar como eu gosto de cálculos,como eu sei dividir você…
Deixa vai,deixa eu te lembrar como você gosta do meu abraço,e do meu cheiro,e das minhas bobagens,e do meu ar de menino,e da minha força de homem.
Deixa eu te acolher assim,como se eu quisesse te levar pra casa,e depois te soltar de repente como quem se enganou.Deixa eu me sentir querido com um olhar teu.Deixa eu ficar perto ao mesmo tempo tão distante pra você sentir como incomoda.
Deixa eu brincar assim com você,te fazendo perder a paciência e esse ar de boa amiga,esse passo de moça tranquila,que anda,e fingi que engana,como se não sentisse pressa de amar.de me amar.
Deixa eu te fazer cair em contradição,depois nos meus braços,depois na realidade de não me ter.

E eu deixo, achando que qualquer dia desses vc deixa de vir ao meu jardim colher as minhas melhores flores para adornar a tua vaidade. E eu deixo,achando que isso não se desdobra em mais querer. Deixo,porque sou humana demais,eu sou carne e coração,pq as vezes eu preciso acreditar que você ainda sente. Deixo,pq eu preciso te aproveitar enquanto você não vira só saudade.só saudade.

Blossom~

Por:Lá caitlin

1 comment Outubro 29, 2008

quando se quebra a ilusão.

Decidiu ficar.Ou outra coisa dentro dela,coisa independente,decidiu que  ficaria.
Encaminhou-se à biblioteca,foi encaminhada,puxada pela mão de alguém que não via. Alguém que precisava dos olhos dela pra ver,do coração dela pra sentir. E ela foi,como quem não quer lá muito,mas tem curiosidade. De repente parou,sem deixar de andar,de espanto,por dentro.
Era ele,sentado ao lado de uma menina que não reconheceu,mas que sabia quem era.
Seu coração bateu forte,e mais forte,e mais forte,até ficar fraco. Adentrou a biblioteca pra esconder o susto,depois mágoa,depois solidão,depois o que não cabia mais,o inescondível.
Sentou,achando que assim acharia lugar.
Tinha-o perdido! perdido não era bem a palavra era?pois para perder não seria preciso antes ter? nunca o tivera de verdade.
Mas não achou palavra melhor,mas sentia assim,como se os dois tivessem sido sempre e agora,de um golpe só,deixassem de ser.
A realidade de não tê-lo,sentindo-se sua,era apertada,e vestir-se de ilusão por vezes era mais confortável.
Estava despida agora de qualquer sonho.O que lhe deixou extremamente sensível.
Respirou fundo e saiu,dando as costas,fingindo para si que precisava ir ao banheiro aliviar a bexiga e não a alma,os olhos pesados de desilusão,a boca transborando palavras não ditas e beijos não dados.
Molhou um pouco os cabelos,como se o que lhe preocupasse fossem os fios fora de lugar e não o peito quase fora dela.Voltou,o que lhe fez olhá-lo de frente mais uma vez.
Ele aninhava-se a ela como um gato à sua dona. Sentou-se e abriu um livro.
Sentia-se incomodada como se as paredes fossem de vidro e ele a pudesse ver de onde estava.
Tinha o rosto imóvel,não olhava para os lados,apenas para aquelas
formigas paralíticas no papel que as vezes mais pareciam letras querendo dizer algo.
Teve a impressão de que se olhasse as janelas,poderia ver um beijo, e se não lesse sem parar,ouvindo mentalmente a própria voz,escutaria-os,e isso era demais. Exatamente alí,onde era exigido o silêncio,gritava.

Add comment Outubro 13, 2008

segundo sol.

Como pode alguém assim de carne e osso,cabelos desgrenhados,vermelho nos lábios, um sujeito de jeito despreocupado,olhos sabidos,as vezes tão perdidos,sempre indecifráveis ser um sol? Como pode esse cara de hábitos tão normais,que come,dorme,canta,chora,talvez leia jornais,ser um sol?Me diz como pode ele ser um sol, se anda por ai,fala por ai,abraça,beija por aí? como pode ser um sol se veste calças e quando sorri se vê os mais bonitos dentes que eu já vi? Não entendo. Porque mesmo que seu nome seja outro, quando ele encosta sua face na minha amanhece,o meu dia clareia pela segunda vez,então sonho alí em pé mesmo,nos seus braços;é gostoso como aqueles minutinhos a mais na cama sabe?O despertador toca e é sempre cedo. Ele se vai antes que eu diga como o adoro,como me aquece o seu falar. Ele se põe. escurece.

‘Blossom’

1 comment Junho 19, 2008

dos medos-desejos e das impossibilidades.

Deixa eu te dizer que tenho tido medo muito do acaso, de alguém que chegue mais perto,sorrateiro me roube todos os beijos que com esmero guardo pra ti.
Tenho medo da idéia, do que fica no ar, das portas abertas,do vazio que deixas aqui.
Do passar igual dos dias,
da minha ansiedade por ser feliz,
dos convites convenientes pra sair .
Eu não quero querer outros olhos, outras mãos, outros vícios;
manias malucas,extravagâncias que não as tuas!
É difícil permanecer quieta querendo! mas eu permaneço; nem tão quieta assim. É visível se você quiser ver.
É tão difícil quanto pedir ao coração sossego quando você passa; quando fala, e tudo quanto é coisa que você faça! ele não me dá ouvidos. Talvez pq não os tenha, não sei.
Difícil como distrair os meus olhos, para que não te notem.
Ao corpo, que á minha ordem, obedeça:
-Hei, não estremeça!
É querer que me sobre ar, se você está perto.É não me virar do avesso ao perceber no teu jeito, que você me quer. Será?
Tudo muito improvável. Não, não.
Sem exageros e medos, troco o improvável pelo impossível.

Tentei esquecer que ele virou a minha quase única inspiração pra escrever;isso sem falar da minha cabeça. Aqui estou eu,como se pode ler,mais uma vez. ^^

Delicate.

Add comment Junho 17, 2008

constantemente inconstante.

Ela havia planejado estar bem naquela noite;pra sorrir,pra cantar,ver,ouvir;o movimento impaciente das pessoas,vaivém constante de coisas,cores,cheiros,vozes,idéias,sensações! Planejou conversas despreocupadas,sorrisos largos,risadas altas,quis respirar o cheiro da noite fora de casa, como raramente fazia.Quis chegar com as pernas de cansaço bom,pesadas,com a cabeça cheia,fervilhante;com o corpo quente,o sangue correndo-lhe rápido nas veias.Quis ter novidades pra contar no outro dia, talvez um fato ridículo como um tombo,um imprevisto como um banho de chuva,o olhar desejoso,escancarado de um cara legal que a fizesse sentir-se viva. Ela não planejou ficar triste justamente naquele dia que seria de sorrisos exagerados. Havia perdido no caminho toda a empolgação,todo o ânimo,todo o fôlego que antecede algo novo. Estava agora de coração pequeno,amarrotado demais pra sair. O sorriso planejado, não se sustentava no rosto.Deslizava,rumo ao chão,junto com aquele choro tão pesado e estúpido. Os amigos ainda ligaram pra perguntar o porque da desistência,uma mistura de educação e carinho. Por certo,acharam os seus motivos fúteis,e eram mesmo.os que ela dera. talvez se pudessem sentir uma pontinha daquele entalo,daquele amargo no meio da garganta entendessem.talvez não. talvez assim nem tivessem ligado. Sentia raiva dela mesma, por ter sacrificado mais uma noite por tristezas vãs,mas sufocantes,sufocadas mais tarde por ela num travisseiro. E o motivo não era outro.não era novo.tinha mesmo nome. era sempre o mesmo.

delicate blossom•

1 comment Junho 7, 2008

Muito pouco.

Às vezes o que preciso mesmo é de um telefonema gratuito,
de trocar banalidades,risos,zelo mútuo.
De quem me cante,conte absurdos;só pra eu rir e desacreditar.
De quem quebre o meu silêncio sem medo,
mesmo avistando a placa de letras grandes que diz: CUIDADO FRÁGIL .
Quando assim estou,inundada…
enxergando-me menor do que sou,
penso que preciso de muito
mas preciso é de muito pouco.
De chamego próprio, se de quem eu quero nunca está.
Do meu travesseiro manso que se deixa molhar;
até eu pegar no sono ou até ele me pegar.
De um balanço…
da rede vermelha, que me admiti toda e me obriga a descansar.
Da musica que não concorde com as minhas dores,que não reforçe
as suas cores.
As vezes eu só preciso de um banho demorado;
de me olhar no espelho,prender o cabelo;
de me contar e lembrar, o quanto sou sim.
A.pai.xo.ná.vel.

~Blossom~

Add comment Abril 20, 2008


Florescência

Se do mesmo modo que pode-se abrir o peito: pele, músculos e ossos, até o vermelho e nú coração arquejante, pudesses abrir meu ser: sonhos e medos, até a alma nua e palpitante, encontrarias um lugar escuro e úmido, com cheiro de terra molhada pela chuva. Ali, na terra fértil de minha alma chão lançou o semeador sementes de sonhos que brotaram rompendo a superfície da pele. Delicados botões que estão quase a florir, na ponta de retorcidos galhos de hera, pois já espia colorida a primavera, por sobre o ombro castanho do inverno. ♥ Lenise Marques

No meu jardim~*

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